Quando os números mentem sobre as políticas públicas de educação: análise crítica do plano de metas da SEEDUC

Meu artigo intitulado Quando os números mentem: porque não devemos ser otimistas com os supostos ‘avanços’ da rede pública estadual do Rio de Janeiro, foi publicado no Breviário de Filosofia Pública (ISSN 2236-420X), número 73, p. 244-258, 2012.

8F340Este trabalho é fruto de minha experiência como professor na SEEDUC entre 2008 e 2014. Partindo do pressuposto da autonomia pedagógica, algo cada vez distante do cotidiano dessa rede escolar específica, procurei compreender a natureza das medidas adotadas no âmbito do Plano de Metas. Meu objetivo inicial era buscar embasamento para a discussão com os colegas de minha escola, em especial com os defensores das medidas adotadas. No entanto, na medida em que eu me aprofundava no tema, cada vez mais diminuía a possibilidade de discuti-lo dentro da escola, até chegar ao ponto em que as reuniões pedagógicas e conselhos de classe se rebaixaram ao papel de uma busca desenfreada e acrítica de soluções para melhor atender as metas impostas.

Infelizmente, só consegui discutir livremente com meus pares sobre o tema fora das escolas da rede. O fato desta discussão ser acolhida e debatida exclusivamente fora das escolas (seja em períodicos e/ou eventos acadêmicos relativos à educação), apenas confirma uma das teses centrais do presente texto, qual seja, que a democracia escolar e a autonomia crítica e pedagógica dos professores é algo cada vez mais raro na educação pública estadual. Recomendo a leitura não apenas aos professores e profissionais da educação, mas também aos pais, alunos e qualquer cidadão interessado nos rumos da educação pública.

 

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